Uma operação da Polícia Federal realizada na manhã desta quarta-feira (6) em Araguaína, no norte do Tocantins, tem como um dos alvos um ex-secretário de Administração ligado ao ex-governador Laurez Moreira (PSD). A ação faz parte da “Operação Palavra-Chave”, que investiga crimes eleitorais ocorridos durante as eleições municipais de 2024.
De acordo com a Polícia Federal, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da 34ª Zona Eleitoral de Araguaína, contra um grupo suspeito de envolvimento em práticas irregulares durante o período eleitoral.
As investigações apontam que o grupo teria atuado na compra de votos e em outras práticas ilegais. Segundo a PF, também há indícios de que integrantes eram orientados a realizar atividades de militância em favor de um candidato a vereador sem a devida declaração na prestação de contas, o que pode caracterizar caixa dois.
Outro ponto apurado pelos investigadores envolve a possível coação de servidores municipais, que teriam sido pressionados a votar em determinado candidato sob risco de demissão ou exoneração.
Entre os nomes citados nos bastidores políticos está o do vereador Marcos Antônio Duarte da Silva (PSD), que já ocupou o cargo de secretário de Administração após nomeação do então governador em exercício Laurez Moreira. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o grau de envolvimento do parlamentar na operação.
Marcos Duarte é vereador em Araguaína, eleito pela primeira vez em 2020 e reeleito em 2024. Em 2022, foi eleito presidente da Câmara Municipal para o biênio 2023/2024. Ele também já atuou como professor universitário de Direito Penal e exerceu o cargo de secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Os investigados poderão responder, conforme o avanço do caso, por crimes como corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral, coação e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 17 anos de prisão.
O nome da operação, segundo a Polícia Federal, faz referência ao método utilizado no esquema para garantir o cumprimento de acordos ilícitos relacionados ao voto.
A reportagem procurou a Polícia Federal e os citados para comentar o caso, mas até a publicação desta matéria não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações













































