Nos últimos dias, dois áudios gravados por um morador do município de Paranã circularam em grupos de WhatsApp e redes sociais da cidade. O autor, cuja identidade não foi divulgada, relata ter perdido o filho em decorrência de negligência médica no hospital municipal, levantando graves acusações contra a gestão e os profissionais responsáveis pela unidade.
Nos relatos, o morador conta sobre sua experiência com o parto de seu filho. Ele afirma que o médico responsável, identificado como Dr. Cabral, agendou uma cesariana para uma quarta-feira, mas não compareceu ao trabalho. Em seu lugar, teria sido escalado outro médico, descrito como mais velho, que insistiu em fazer um parto normal, mesmo contra a recomendação de cesariana.
O morador informou que, após a indução do parto normal, o procedimento não foi bem sucedido, resultando em uma complicação e na morte da criança.
O cidadão também menciona que, após o ocorrido, decidiu procurar amparo legal para responsabilizar os envolvidos, mas afirma que sofreu represálias, incluindo o afastamento do seu cargo pelo prefeito, o que o deixou há 19 meses sem trabalhar. Ele critica duramente a administração municipal, acusando-a de perseguição política.
Saúde se manifesta
A redação do Minuto Tocantins entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde que deu o seguinte posicionamento:
‘’Em relação ao áudio citado pelo veículo de imprensa, informamos que o caso envolvendo o óbito de um recém-nascido, a Secretaria Municipal de Saúde de Paranã (SEMUS) esclarece que uma gestante deu entrada na unidade em trabalho de parto de urgência no dia 13 de outubro de 2021.
A equipe médica de plantão, composta por profissionais especializados em obstetrícia, realizou o parto normal com o máximo de zelo e competência.
Após o parto, o feto nasceu com óbito. A equipe médica iniciou imediatamente os procedimentos de reanimação neonatal, seguindo os protocolos estabelecidos pela Associação Brasileira de Pediatria e pela Sociedade Brasileira de Neonatologia.
Apesar dos esforços contínuos e das intervenções realizadas, infelizmente, não foi possível reverter a situação.
A SEMUS lamenta profundamente a perda e se solidariza com a família.
No entanto, a Secretaria esclarece que a alegação de negligência médica é infundada. A equipe médica (composta por médico especialista em obstetrícia) atuou com profissionalismo e seguiu todos os protocolos necessários para tentar salvar a vida do feto.
A SEMUS reitera seu compromisso com a saúde e o bem-estar da população de Paranã, trabalhando com transparência e buscando oferecer a melhor assistência médica possível.’’












































