Uma tentativa de fuga e a ameaça a uma oficial de justiça durante a recuperação de um veículo com parcelas atrasadas levaram ao indiciamento de pai e filho em Paraíso do Tocantins. O caso ocorreu nesta quinta-feira (6) e só foi controlado após policiais civis atirarem nos pneus do carro para impedir a fuga.
Apreensão do veículo e ameaça à oficial
Segundo a Polícia Civil, o veículo, uma picape, estava sob mandado de recolhimento expedido pela Vara Cível de Paraíso do Tocantins desde janeiro deste ano. Durante a abordagem, a oficial de justiça tentou cumprir a ordem judicial, mas os dois homens, de 58 e 20 anos, ameaçaram atropelá-la caso ela não saísse da frente.
“Na tentativa de se furtar da ordem legal, o pai ordenou ao filho que entrasse no veículo e saísse do local. O rapaz entrou na picape e ainda falou para a oficial que saísse da frente ou passaria por cima dela”, relatou o delegado regional José Lucas Melo.
Na fuga, um dos suspeitos ainda colidiu com o carro da servidora da Justiça.
Fraude e tentativa de fuga frustrada
As investigações da 63ª Delegacia de Polícia revelaram que pai e filho haviam colocado o veículo à venda nas redes sociais sem informar os problemas judiciais relacionados ao financiamento.
Quando a equipe policial chegou ao local, os suspeitos se recusaram a entregar o veículo e tentaram fugir. Para impedir a evasão, os policiais atiraram nos pneus do carro, forçando os dois a pararem. Eles foram detidos e encaminhados para a 9ª Central de Atendimento da Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada.
Indiciamento e resposta da polícia
Pai e filho foram indiciados por resistência e fraude processual, além de responderem por desobediência, conforme registrado no Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Apesar da gravidade da conduta, ambos devem responder em liberdade.
O delegado José Lucas Melo destacou a gravidade do caso: “A conduta dos dois revela um profundo desprezo pelo cumprimento das leis e também pela integridade física da oficial de justiça, que foi ameaçada e correu risco de atropelamento apenas porque pai e filho não queriam entregar o bem que não estavam pagando”.












































