Mesmo com a alta no desemprego, o número de trabalhadores com carteira assinada alcançou um novo recorde: 39,6 milhões de pessoas. O rendimento médio real dos trabalhadores também chegou ao maior valor já registrado pela série: R$ 3.378.
Segundo o IBGE, a elevação da taxa de desocupação está dentro do padrão sazonal. “É comum que nos primeiros meses do ano haja uma expansão na busca por trabalho”, explicou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do instituto.
Quantos brasileiros estão sem trabalho?
A população desocupada somou 7,5 milhões de pessoas, alta de 10,4% em relação ao trimestre anterior. Ainda assim, esse número é 12,5% menor do que o registrado no mesmo período de 2024.
A população ocupada chegou a 102,7 milhões, recuo de 1,2% frente ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 2,4%.
O que mais mudou no mercado de trabalho?
Empregados com carteira assinada no setor privado: 39,6 milhões, crescimento de 1,1% no trimestre e 4,1% no ano.
Empregados sem carteira assinada: 13,5 milhões, queda de 6,0% no trimestre e estabilidade no ano.
Setor público: 12,4 milhões, recuo de 3,9% no trimestre e alta de 2,8% no ano.
Trabalhadores por conta própria: 25,9 milhões, estabilidade no trimestre e alta de 1,7% em 12 meses.
Taxa de informalidade: 38,1% da população ocupada (39,1 milhões de pessoas), leve queda frente aos 38,7% registrados anteriormente.
Quem está fora da força de trabalho?
Ao todo, 66,9 milhões de brasileiros estão fora da força de trabalho — ou seja, têm idade para trabalhar, mas não estão empregados nem procuram emprego. A força de trabalho total soma 110,2 milhões de pessoas.
Entre os subutilizados — grupo que inclui desocupados, subocupados e pessoas disponíveis, mas que não procuram trabalho — o país registrou 18,3 milhões de pessoas, o menor número desde maio de 2015.












































